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Evandro Krebs: com o Grêmio onde o Grêmio estiver

Artigo publicado na Zero Hora (17/02/2016)

É sob um clima de preocupação e alguma desconfiança que o Grêmio estreia hoje na Libertadores 2016, no México. Muito distante de nós, torcedores, que, se pudéssemos, até a pé nós iríamos para ajudar o time a vencer o Toluca.

O resultado negativo contra o São José nos deixou um tanto abalados, desconfiados, mas nós, gremistas, nunca nos vergamos. Estaremos com nossos jogadores e com o técnico Roger Machado em cada lance, em cada disputa de bola, em cada conclusão a gol.

Já estamos recuperados e confiantes na vitória. Temos time para começar conquistando três pontos. Este é o melhor time que foi possível construir diante da situação financeira crítica do clube, fato que muitos relevam na hora da raiva e de manifestar sua revolta no campo ou nas redes sociais, sentimentos legítimos, mas que não podem ganhar maior amplitude.

Não podemos nunca esquecer que esse time que vai enfrentar o Toluca é o NOSSO time. Tudo o mais não importa agora. Os questionamentos a uma eventual falta de qualidade em determinadas posições são absolutamente dispensáveis e, mais do que isso, completamente inúteis. Os jogadores estão aí e é, com eles, que o Grêmio vai brigar pelo Tri da América.

Todos nós sabemos que a equipe tem alguns problemas técnicos, individuais e coletivos, o que acontece, aliás, na imensa maioria dos clubes, com exceção dos Barcelonas da vida. O importante é que o Grêmio, o NOSSO Grêmio, está na Libertadores da América, uma posição almejada por muitos e alcançada por uns poucos. Pensem nisso.

Quem não quiser ajudar, que não atrapalhe! A hora é de união de forças, de energia, não de contestação ao que está consumado. Para torcer contra já tem bastante gente nas imediações…

Um olhar mais atento pelo retrovisor da história indica que muitos times campeões eram contestados no início de suas caminhadas rumo ao título. Superaram os obstáculos, inclusive os colocados por torcedores menos tolerantes, e hoje são, justamente, festejados, e até mitificados. É curioso constatar que jogadores então criticados, definidos como toscos e insuficientes, passaram a ser quase endeusados após um grande título obtido.

Enfim, temos um time para torcer na Libertadores — o que é para poucos — e uma direção séria, que está enfrentando inúmeras dificuldades, mas que ainda assim consegue nos oferecer a esperança da retomada dos grandes títulos.

Como a maior parte da torcida, reconheço as dificuldades e o grande desafio, mas acredito no trabalho que está sendo desenvolvido e não tenho dúvida de que Roger e seus comandados saberão honrar e dignificar esse manto sagrado, a gloriosa camisa azul, branca e preta.