A (i)mobilidade urbana no entorno da ARENA

O gremista é, antes de tudo, um forte.
Provavelmente é o que diria Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, se deparasse com a série de dificuldades que atingem e afligem o torcedor do Grêmio.
Nos últimos tempos os problemas se avolumaram. A Arena do Grêmio, é inegável, provoca muita inveja, o que acaba gerando situações de, digamos, desconforto. Nada, porém, que intimide ou retraia o gremista, que segue parceiro entusiasmado e fiel do seu clube: “Com o Grêmio onde o Grêmio estiver”.
Forças ocultas, ou nem tanto, parecem determinadas a azucrinar a vida dos gremistas.  
Como explicar, por exemplo, o que a EPTC faz em dias de grandes jogos na Arena do Grêmio?
Nesta quinta-feira, no jogo contra o Newell’s, milhares de gremistas sofreram para chegar e para sair do local. São inúmeros os relatos de torcedores que não viram os primeiros minutos porque ficaram retidos longo tempo no emaranhado criado pelos técnicos em (i) mobilidade urbana da empresa no entorno da Arena.
Criada para facilitar a vida do contribuinte, a EPTC está conseguindo se superar a cada espetáculo de maior porte na Arena, o que aumenta as dúvidas sobre sua competência para administrar o sistema viário de Porto Alegre em eventos como uma Copa do Mundo.
Se a EPTC quisesse, de propósito, prejudicar os torcedores fazendo com que perdessem horas no trânsito na ida e na volta, não teriam tanto sucesso.
São inexplicáveis e inaceitáveis os equívocos estratégicos da EPTC e também da Brigada Militar em relação ao entorno da Arena, revelando um preocupante despreparo.
São feitas alterações que pegam de surpresa os torcedores. O caminho que antes servia já não pode ser tomado. É um total desrespeito ao torcedor, ao contribuinte, ao cidadão.
O que aconteceu nesta quinta-feira não pode mais ocorrer, sob pena de consolidar a impressão de que o objetivo é mesmo de prejudicar o público.
MOVIMENTO GRÊMIO MULTICAMPEÃO

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