Lapidar: conheça o projeto que o Grêmio implanta para revelar talentos

Com uma equipe de cinco profissionais Grêmio implanta programa para aperfeiçoar fundamentos, corrigir vícios e revelar talentos da base

A simplicidade do futebol aos olhos de quem vê é inversamente proporcional à complexidade de movimentos de quem executa.
Em um chute a gol existe uma carga de decisões a serem tomadas que exigem mais do que talento. Onde bater? Em que canto colocar? Como se equilibrar? Como surpreender?
Para corrigir os vícios dos jogadores da base e estimular as virtudes individuais, o Grêmio implantou, no final do primeiro semestre, o projeto Lapidar. A cada treinamento, além dos exercícios físicos, táticos e coletivos, são feitos trabalhos de situações específicas de jogo.
Uma equipe de cinco profissionais orienta cada ação e suas infinitas possibilidades: chute rasteiro, em curva, sem pulo, cabeceio, domínio de bola, etc. Ao mesmo tempo, os trabalhos são gravados em fotos e vídeos para serem analisados no Centro de Dados Digitais. Os resultados são apresentados aos atletas.
– Temos o cuidado de deixar o jogador desabrochar e não podá-lo. Muitos chegam com uma condição motora ruim e o sistema escolar é pífio. Então, temos de resgatar o prazer de jogar futebol e preservar o que cada um tem de melhor – explica o treinador de fundamentos Wagner Gonçalves.
Dos 12 aos 20 anos, existem oito categorias. Nas três primeiras, as correções são voltadas aos gestos técnicos: posição do corpo no chute, tempo de bola, equilíbrio, entre outras ações. A partir dos 15 anos, os jovens são preparados para assimilar informações táticas, de posicionamento, voltadas à função em campo de cada jogador.
– Em dois meses de projeto, nossa média de gols mais que dobrou – relata o coordenador geral do Departamento de Formação, Júnior Chávare.
A ideia é estabelecer diretrizes e criar um estatuto para ser replicado ao longo dos anos, e não mais perdido a cada troca de gestão.
Iniciativa é inspirada em modelos europeus
O projeto Lapidar segue modelos aplicados em clubes como Juventus, da Itália, e os espanhóis Real Madrid e Barcelona. Os conceitos, porém, são inspirados pelos ensinamentos da Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física, da Universidade do Porto, de Portugal.De lá saiu José Mourinho, atual treinador do Chelsea.
A metodologia defendida é a da repetição inteligente. Por meio da reprodução de cada ação, é possível estabelecer padrões ao time. Assim, se cada jogador sabe onde se posicionar, como dominar a bola e para quem passar, facilita a organização da equipe.

Veja AQUI a matéria no site da ZH e AQUI a matéria no blog “Pratas da Dupla”

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